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Ju Ferraz

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Amar alguém é maravilhoso, mas você já experimentou o amor próprio?

Ju Ferraz

30/04/2018 12h02

Todo mundo quer um amor. Um amor sadio, cuidadoso, parceiro, compreensivo. Mas nem todo mundo consegue equilibrar essa expectativa com a realidade. Nem todo mundo embarca em um relacionamento saudável, de muito respeito e bons sentimentos. Às vezes, o que se encontra é gente procurando tapar buracos existenciais com amores tão pouco saudáveis como uma porção de batata frita. Em tempos de relacionamentos líquidos, daqueles que escorrem pela mão sem a gente perceber, me deparo com um sem número de histórias de relacionamentos de amigas que dariam um filme sem final feliz. Algumas deixaram homens se aproximar que queriam só se aproveitar da rede de relacionamentos profissionais que construíram para potencializar os seus negócios, outros as deixavam sozinhas ao trocar a relação por uma festa boa e um Réveillon em Trancoso, outros que fingiam ser separados quando tinham uma mulher em casa esperando por eles….

Observando de perto esses dramas cotidianos, fui percebendo que a verdade é uma só: a culpa não é só destes homens imaturos e usurpadores. Somos nós, de certa forma, quem projetamos expectativas e criamos personagens que eles nunca seriam. Quando falta autoestima e amor próprio, fica difícil enxergar as coisas como elas realmente são. Muitas amigas, quando se veem envolvidas com essa categoria masculina, que se utiliza da carência alheia para se dar bem na cama, no trabalho ou na vida, me perguntam: como se permitiram chegar a esse ponto? A resposta é uma só: você não tem conhecimento pleno do seu valor. Muitas mulheres, sonham com um amor sem ao menos saber como é o amor. A gente precisa se respeitar e não aceitar migalhas de pseudocarinhos. E mais do que isso: a busca de qualquer coisas às cegas só irá nos levar para um caminho que não queremos estar.

O texto desabafo é pra você que está aí chorando por alguém que diz que vai te ver, que some e reaparece dois dias depois como se nada tivesse acontecido. É pra você também que faz uma festa de aniversário surpresa e ele beija outra na sua frente. Pra você que apresenta seus clientes e, como num piscar de olhos, ele deixa a ética profissional de lado e te atravessa. E isso vai se repetir até o dia que você entender que antes de se dedicar ao amor de alguém, você precisa cultivar, fortalecer e descobrir o amor próprio. É ele que vai permitir que a gente se deixe amar do jeito que a gente merece. Com todas as belezas de um amor manso, despretensioso, leve, feliz, companheiro e cuidadoso. E quando a gente tem esse entendimento, tudo fica mais fácil. E se a gente pode simplificar, para que complicar?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

A baiana Ju Ferrazcomeçou a carreira em Salvador como assessora de imprensa, até migrar para São Paulo, onde trabalhou em diversas empresas de comunicação, criando produtos editoriais exclusivos, projetos especiais de cross media e produção de eventos. Atualmente é diretora comercial, novos negócios e de relações públicas da Holding Clube. Mais do que uma executiva competente, com anos de experiência nas mais diversas plataformas, Ju é a mulher real que não tem medo de se jogar de cabeça em novos projetos e novas ideias ou de expor suas fraquezas. E mais: está longe de se transformar em uma figura idealizada descolada da realidade.

Sobre o blog

Um espaço para pensatas, conversas, divagações e troca de experiências sobre o que é ser mulher nos dias de hoje.