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Ju Ferraz

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O que uma palestra, um piquenique as eleições tem em comum? O futuro!

Ju Ferraz

01/10/2018 16h36

Bem-vindo outubro. Parece que junto deste mês tão decisivo para o nosso país, novos tempos surgem na minha frente. Digo isso refletindo sobre o intenso fim de semana que vivi, de muito trabalho, muito corre-corre, mas de muita alegria e gratidão. No sábado pulei da cama às 5 da manhã para pegar um voo para Porto Alegre, onde iria palestrar no encerramento do evento Conexões RS, idealizado por Mauren Motta. Do trajeto da minha casa até o espaço na capital gaúcha, lotado de mulheres contando suas histórias lindas, senti o estômago cheio de borboletas, como há muito tempo não sentia. É aterrorizante, mas também é delicioso.

Eu e Irá Salles, em Porto Alegre

Fui a última a subir ao palco para falar e dividir um pouco do meu processo profissional com o auditório, ainda lotado, contrariando as minhas ideias de que ninguém ia esperar até o fim para me ouvir. E me esperaram, e sorriram e se emocionaram comigo e, quando terminei, ainda me aplaudiram. Foi lindo, emocionante, leve e alegre. Deixei Porto Alegre com uma sensação de realização por poder dar e receber. Me senti quase Pedro Álvares Cabral descobrindo o Brasil, pois, ali, eu também descobri e conheci os anseios das mulheres do Sul do país, como se comportam, como pensam, reagem e isso me fez ter vontade de rodar esse país inteiro, ouvindo outras mulheres e dividindo nossas angústias, medos e vitórias. Sinto que vem um novo capítulo da minha vida vindo por aí.

Eu, ao centro, com Mauren Motta, na minha frente, e as outras palestrantes do Conexöes RS

Depois desse bate-volta em Porto Alegre, acordei cedo, também, no domingo, para conferir os últimos preparativos do evento de lançamento Del Valle 100% origens, que marcava a minha estreia junto da Story Makers, ao lado de um parceiro profissional irretocável: Beto Pacheco. Durante o dia – com muito sol e cara de verão – recebi amigos antigos, novos, e gente de toda a minha trajetória, já que, na minha profissão, não existe separação entre a vida pessoal e profissional. É tudo junto e misturado. Parceiros profissionais viram amigos de uma vida toda.

O piquenique de domingo

Vez ou outra, durante todo o fim de semana, eu me pegava pensando em tudo o que passei nos últimos meses. Em muitos momentos durante a minha luta contra o burnout, a compulsão alimentar e outras questões pessoais e profissionais, eu me perguntava de onde eu ia tirar forças para continuar em frente e, às vezes, duvidada de mim mesma. Olhando para os últimos acontecimentos deste fim de semana, eu entendi que eu não só passei pela maior turbulência da minha vida, como, agora, já consigo respirar sem ajuda de aparelhos, consigo ser mais generosa comigo e com os outros e consigo ver muita luz ao longo de todo o túnel. E não só no final dele. Pensei em como é necessário a gente cair, tropeçar, e conseguir entender a vida como ela é, para poder voltar. E eu voltei. Voltei feliz, grata, e com mais tranqüilidade para seguir a vida.

Hoje, dia 1 de outubro, posso dizer que estou cheia de esperanças, mesmo sabendo que o Brasil está em ebulição política. Entendi, que não importa qual seja a nossa decisão, o Brasil, depois das eleições, vai ter que parar de falar de que lado está, e seguir em frente, como um só povo. Nossas contas estão aí para serem pagas, nossos filhos precisam ser criados, nossos trabalhos precisam seguir em frente, nossos sonhos precisam ser realizados, e acho que outubro vem para dar um norte, com sabor de esperança, com vontade de fazer dar certo e de terminar esse 2018 um pouco mais leve, mais tranquilo, mais colorido, independente de qual seja o final. Não tem aquela máxima de que com um limão se faz uma limonada? O limão que vier, a gente vai dar conta. E esse discurso pode ser pra mim, para o Brasil, para quem está lendo esse texto. A gente não tem outra opção a não ser a de seguir. A vida é assim, tem adversidade, tem histórias, o que a gente precisa é ter muita fá, pé no chão e estar perto de quem a gente ama, para poder perceber as belezas dos dias comuns.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

A baiana Ju Ferrazcomeçou a carreira em Salvador como assessora de imprensa, até migrar para São Paulo, onde trabalhou em diversas empresas de comunicação, criando produtos editoriais exclusivos, projetos especiais de cross media e produção de eventos. Atualmente é diretora comercial, novos negócios e de relações públicas da Holding Clube. Mais do que uma executiva competente, com anos de experiência nas mais diversas plataformas, Ju é a mulher real que não tem medo de se jogar de cabeça em novos projetos e novas ideias ou de expor suas fraquezas. E mais: está longe de se transformar em uma figura idealizada descolada da realidade.

Sobre o blog

Um espaço para pensatas, conversas, divagações e troca de experiências sobre o que é ser mulher nos dias de hoje.