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Ju Ferraz

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Dois dias que mudaram minha vida e mostraram que quem sonha vai mais longe

Ju Ferraz

31/10/2018 21h22

"És um senhor tão bonito/ Quanto a cara do meu filho/ Tempo tempo tempo tempo", já dizia a canção Oração ao Tempo, de Caetano Veloso. O tempo vai passando e eu tenho me visto cada vez mais consciente e entendida em relação ao que eu quero e o que eu não quero pra mim. Sei que muito já falei sobre burnout por aqui – tive uma crise muito forte no começo deste ano, que me tirou o chão, o ar e, às vezes, a vontade de viver -, mas, agora, quanto mais longe da crise, eu me vejo cada vez mais perto de mim. Por isso, pode parecer até meio piegas, eu agradeço por ter passado por esse período, que, apesar de ter sido muito, muito difícil, me transformou em uma pessoa mais forte, mais segura de mim, mais consciente, mais honesta e generosa comigo. Depois de todo esse processo – que ainda não chegou ao fim – hoje sei quem eu quero perto, quem eu não quero e tenho visto com mais clareza as minhas relações. E mais do que isso, tenho percebido que muitas das pessoas e situações que eu achava que me faziam bem estão longe dos valores que eu quero pra mim.

Tudo isso precisa ser dito, porque eu ainda estou em êxtase com o evento All In, no qual eu me apresentei na empresa nova da qual faço parte, a Holding Clube, e, além disso, apresentamos ao mercado os 13 eventos proprietários que estamos planejando e organizando para 2019. A Holding Clube, maior agência de live marketing do Brasil, é uma empresa que sempre respeitei e admirei, muito por conta da liderança de José Victor Oliva, meu novo chefe, que dispensa apresentações, um expert de comunicação no Brasil, que me dá a honra e a oportunidade de criar um ambiente onde eu posso ser eu, onde me valorizam exatamente por eu ser quem eu sou. Desde o começo, eles pegaram minhas melhores características e disseram: 'faça o seu trabalho'. E eu me joguei sem medo, com frio na barriga, mas certa de que tinha encontrado o meu lugar e que estava pronta para ajudar no que fosse preciso. Como eu disse no palco antes de começar a apresentação do All In: "Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que ia viver o que estou vivendo agora". Foi um dia para ficar guardado na memória e com o privilégio de poder ter dividido tudo isso com clientes que construí uma relação de proximidade, confiança e afeto durante toda a minha trajetória, amigos e profissionais de veículos de comunicação que eu respeito muito.

Eu e meu chefe, José Victor Oliva

Como se não bastasse ter vivido uma segunda-feira mágica e inspiradora, nessa terça eu estive ao lado de Bruno Garms, meu marido, na abertura do Labof, seu projeto ao lado de cinco sócios, entre eles Bruno Bernardo, outro profissional que admiro, que é completamente diferente, pois tem uma lente sobre a vida que admiro, que me faz ser fã dele. A Labof é uma empresa de consultoria, uma galeria de arte, um hub de inteligência, de cultura e empreendedorismo. Por lá, em alguns momentos, eu me misturei em meio à multidão de gente e fiquei observando, feliz e emocionada, por presenciar a concretização de uma ideia que nasceu sob as mãos e cabeças de Bruno e seus sócios. Foi bonito vê-los brilhando, sendo aplaudidos, celebrados e contando todos os detalhes dos dois meses que eles passaram colocando tudo aquilo de pé. Tudo, absolutamente tudo foi feito a 12 mãos: dos convites, à montagem do espaço, do business plan, da curadoria dos artistas envolvidos até a pintura das paredes. Bruno, além de meu marido, é um homem que me dá norte, paz, que me tranquiliza e que esteve e está do meu lado constantemente, mas, principalmente, segurou minha mão com força – e não soltou mais – durante meu período de turbulência. Por isso e por tanto mais, eu fiquei bem mexida, grata e emocionada com tudo o que aconteceu neste começo da semana. Foi como um renascimento.

Matheus, meu filho, eu, meu marido, Bruno Garms, e meu irmão, Kiolo, na inauguração da Labof

E se tem uma coisa que tirei de tudo isso foi que o que nos move são nossos sonhos. Cada um buscando o seu, cada um com as suas verdades. E tudo pode ser feito sem passar por cima de ninguém, sem deixar de pagar ninguém, sem perder os seus valores. sem perder os seus amigos. Isso tudo é muito importante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

A baiana Ju Ferrazcomeçou a carreira em Salvador como assessora de imprensa, até migrar para São Paulo, onde trabalhou em diversas empresas de comunicação, criando produtos editoriais exclusivos, projetos especiais de cross media e produção de eventos. Atualmente é diretora comercial, novos negócios e de relações públicas da Holding Clube. Mais do que uma executiva competente, com anos de experiência nas mais diversas plataformas, Ju é a mulher real que não tem medo de se jogar de cabeça em novos projetos e novas ideias ou de expor suas fraquezas. E mais: está longe de se transformar em uma figura idealizada descolada da realidade.

Sobre o blog

Um espaço para pensatas, conversas, divagações e troca de experiências sobre o que é ser mulher nos dias de hoje.